Yogurt de Polpa y Fresas

Diego's posts with tag: poesia

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Posted by Diego on Apr 22, '08 10:11 AM for everyone
Todos os dias é a mesma coisa. O fone-de-ouvido está emborolado e os meus olhos também. Os meus olhos tortos porque os óculos também mas as minhas pernas não. Só o normal. As minhas pernas pedem pra que o ônibus se atrase 30 segundos pra que dê tempo de eu chegar até o ponto sem elas terem que gritar, ou seja, correr.

Abro a barra de cereal enquanto meus ouvidos registram os sons com frequência bem alta típicas de papéis de barra de cereal, sejam elas light ou não. Mas não ainda os sons do fone de ouvido que ainda está emborolado. Emborolados que é pior que um rolo ou um embolo, seguem nas minhas mãos, que escutam música enquanto trabalham para desemborolar o que deveria ser dos meus ouvidos. Quando o celular começa a tocar, os fones de ouvido vão ao seu destino final, depois do itinerário aleatório que as mãos fazem, de um lugar qualquer aos ouvidos.

Ouvidos ouvem, pernas suportam, coração descansa porque a mente sã.

Posted by Diego on Nov 23, '07 9:27 PM for everyone




Não se pode querer tudo.
Ao tempo que o nada inexiste.
Só pode querer tudo
Aquele que nada tem.

Mas se o nada eu não tenho.
O tudo, já parte, sim
Não posso querer tudo.
Mas me vê o todo restante?

Bota na conta obrigado. 

Posted by Diego on Oct 23, '07 10:21 AM for everyone
Montanha e mar.
Moro no meio.

Morro na praia
Morro de amor.

A morte me arma
Me arruma o mal
Me melhora a mel
a mil um milhão.

Até a morte
Até a marte

O mar morto
É Sem oásis

Mar morto é miragem.
É miragem?
É miopia
minha memória.

Mato a morte
Meto o mito
Temo a meta
E muto a metade de mentira que sou.

Melhor assim.
Milhão de mim.
Milionésimo de esperança
É um dos males do mar morto.

Marta, Mico, Mexilhão,
Mexo em tudo, todos, maias
meios, marcas, modas, mauás

Mas murcho em marcha e
Mas molho o choro

Chuvo o fim marrom , maior, maior.

Melhor assim.
Milhão de mim.

Melhor assim
Mar morto meu

Mal me mexi e
Mal te medi

Melhor me ir
Mar morto em mim
Milhão de mim.
Mar morro em ti.

Posted by Diego on Sep 19, '07 5:18 PM for everyone
Não acredito na minha mente.
Não acredito na política.
Não acredito nas crenças.
Não acredito em espíritos.
Não acredito em estática.
Não acredito no amanhã.
Não acredito nas lembranças.
Não acredito em você.

Não acredito nas palavras da minha boca.
Não acredito na bolinha de rolagem do mouse.
Não acredito em sorrisos unitários.
Não acredito em mensagens de amor.

Não acredito em dor.
Não acredito em amor.
Não acredito em só.
Não acredito em amor.

Não acredito em fidelidade.
Não acredito em casamento.
Não acredito em estatísticas.
Não acredito em voltas.

Não acredito em amor?
Não acredito que não acredito.
Não acredito em estática.
Acredito em amor.

Em fidelidade não.
Em quem se ama não.
No que eu sinto? não.
Em amor.

Posted by Diego on Jun 6, '07 8:22 PM for everyone
São as palavras que descrevem minha cor.

Por mais que o Adeus tenha sido meu,
é contrário a mim pô-lo em mesa.

Por mais que eu escolha,
queria não ter que escolher.

Por mais que eu pense,
gostaria de não.

Me dói firme no centro, olhar os teus olhos que choram por dentro.
Me dói firme tê-los dentro de mim , na minha memória,
a cada segundo, segundo, segundo.

A cabeça dorme, encolhida, com frio, não aguentando o início de uma distância.

Uma distância não é algo possível.
Pelo menos não foi isso que informaram ao meu coração.

A cabeça dorme, porque acha que esquece.
Mas quando acorda...

segundo,segundo,segundo.

3 pontos, 3 pontos, 3 pontos.

São as palavras que descrevem os meus olhos.

Que certezas eu tenho em mãos?
Que certezas têm meu coração?
Que jogue a primeira pedra aquele que certeza tem.

Impotente solto as pedras no chão.
E como poderia?
De frente a um coração aberto que sente e pulsa?

E como poderia não chorar?
Não sentir um segundo de distância?

Distância e palavras são cruéis. Deveriam ser duas coisas impossíveis.
Se nada é, o frio segue. A cabeça encolhe, os braços encolhem, com as mãos encontradas, dentro do ônibus, dentro dos olhos.

É um paradoxo, não quero que seja fim.

Como poderia dizer Adeus?
Nunca, Não, Nunca.

...
São as palavras que descrevem o meu choro.

Eu estou sempre aqui, não importa se com dicionários de discurso, ou com 3 pontos de solidão.

Prefiro mil vezes o teu sorriso. O único antídoto pros meus... ... ... ... ...

Posted by Diego on May 29, '07 10:21 PM for everyone

Posted by Diego on Dec 8, '06 1:30 PM for everyone
Poderia parecer um canto
Ou um simples desencanto
Um recanto recostado na praia
Um bando de pranto esperando pra sair

E pra onde vou agora?
Para o sol?
Para a lua?

E pra quem pergunto isso?
Me respondem?
Me iludia?

Será dia.
Será noite.
E poderei parecer um tanto.

Cansei de ser um monte
Um vento
Uma fronte
Um tento
Um tonto

Tento tanto
E tanto tinto na minha garganta
Sou seco
Mas sou paz

Sou frio
Mas já jaz
a velhice em mim

Em quanto tempo viro pó?
Me espanto

Sou um ponto
Penta-perdedor de mim mesmo
Sou diferente por querer ser igual

Mas que lamento?
Sou meu manto.
Sou um samba contido na pele.

Sou osso revestido de amor.
Sou carne dividida entre amores.

Me reespanto.
A quantas vai a contagem dos erros?
cem? mil? zilhões?

Continue contando.
Até perdê-la.

Sou de dó a si.
As vezes bemol. as vezes sustenido.
Sou sol ou sou mil.
Sou mi ou sou sal.

Doce visão.
Infinita lucidez maldita.
Me enfrenta de cara.

Lúcida cara de pau
Onde estás agora
quando rogo de joelhos por ti?

Sou um abraço de mundo
Incontido, que samba entre quatro paredes
Incontrolável
Estúpido
Bobo
Apaixonado

Com um riso criança
Infalível
Invencível

Sou um extrovertido solitário.
Me vou só

Para o espaço.
Mas cheio de coração.
Cheio de ar.
Um coração que não conhece a subtração.
Só somar.

E um coração que não conhece o mar.
Que só sonha
sonha
em um dia surfar
Até voar.....
pro fim.

Posted by Diego on Nov 28, '06 1:24 PM for everyone
Que post eu poderia postar que coubesse em uma linha?
Putz! Eu não sei me controlar!
Será que tenho tempo?
Que post eu poderia postar que coubesse em um verso mas não parecesse um poema?

Putz! Eu não sei me controlar!
Deveria ir embora?
Que post diria algo interessante mas ao mesmo tempo abstrato pra enganar?
Te amo! Putz! eu não sei me controlar!

Deveria ir estudar?
Que post diria que eu estou doido pra formar?
Putz! Eu preciso formar!

Putz! Que post!

Posted by Diego on Nov 11, '06 1:36 AM for everyone
Mãe.
Me deixa crescer. Me deixa sair daqui. Me deixa ver o mundo. Me corta o cordão umbilical porque eu já não posso mais. Já não posso mais ver sua saia. Me deixa provar o sangue do mundo. Me deixa me cortar. Sangrar. Deixa eu nascer. Ser nu na rua.

Vai mãe. Me deixa ver a tarde a pino. Me solta. Me deixa ser homem. Que chora.

Me deixa provar 50 mil receitas de amor. E rejeitar todas elas. Me deixa ser um carrasco. Um marmanjo. Um galinha. Um tosco.

Um sereno humano. Vai mãe. Me deixa morar só. E sofrer loucamente de solidão pra depois lucrar. Me deixa ter febre só. Me deixa ser milhões. Todos e tudo. Experimentar.

Vai. Me deixa por aqui. Na estrada. Com minhas pernas. Me deixa andar. Me deixa levantar e deixar o engatinhar pro infinito.

Me deixa aprender a falar. A dizer. A sentir.

Me deixa sentir e me espatifar.

Me deixa ser grande. Seu filho preferido longe.
Me deixa viajar pra qualquer lugar. E vazar. Extravasar toda a explosão extrema.

Me deixa ser extremo. Ser louco. Gritar. Vai mãe. Não me dá castigo. Me deixa.
Me deixa quebrar as paredes. Me deixa esmagar as mágoas. As faltas da esperança durante a semana.

Me deixa mãe. Me deixa aqui chorar. Me abraça.

Me abraça mãe.
Segura minha lágrima no seu abraço protetor.
Lê infinitamente os meus olhos.
Me acolhe quando não tiver pra onde correr.

Já não seguro em sua saia. Não tenho um cordão físico.
Mas te seguro.

Me pare.
Agora eu vou. Vou lá. Vou ser.
E nunca se preocupe.

Porque eu voltarei muito maior.

Posted by Diego on Oct 24, '06 10:56 AM for everyone
Uso a palavra pra virar ambiguo.
Porque na verdade, me dói xingar.
Ser cruel, frio, arregaçado.

Uso a palavra porque ela é forte.
Uso a palavra pra aveludar.
Pra aveludar a aspereza que rasga o som entre a gente
Que você criou.

Uso a palavra pra sangrar
P'ruma hemorragia interna.. de fininho.

Uso a palavra porque ela é ironia,
Sem endereço certo, se eu quero.
Me permite regimentar a filha-da-putice anônima.
Um remetente indeterminado.
Um sujeito oculto.


Totalmente determinado pelo aquém delas (as palavras).

Mas não vou deixar de dizer
De forma sutil

Uso as palavras
porque quero te poupar
De escutar todo o peso dos palavrões que são indizíveis.

Quero te poupar de ser cruel

Filho da puta

Mas não se preocupe
Digo de forma branda
Um palavrão é só uma palavra
Não se espante

Uso a palavra porque ela é lida como você quiser

Uso a palavra porque ela é uma privada
Porque precisei esganar.

Uso a palavra porque quis te matar
Mas isso é só no papel.
Não se espante.

Mesmo que eu a use,
te quero bem,
desejo-te o bem

Uso a palavra como o cano de escape
A aspereza recai nelas
E não em você

O pus suja o chão
E não você

Os tiros acertam o alvo indeterminado
Não você

A hemorragia esparrama no papel
E não em você

Cruel?
E eu não sou bom afinal?
Cruel? Nada de cruel!

Usei o papel como instrumento pra poupar você.

Filho da puta!!!

Só precisava dizer,
Pra deixar impresso na palavra.
E fazer com que o sentimento
continue intacto, puro, nobre.

Continua intacto, que seja na lembrança.

Não vou dizer o que é,
paixão, amor, carinho
E quem se importa?
Nem eu.

Paixão é só uma palavra cruel
O que importa é o que tem dentro
Por fora das palavras

Uso as palavras
Porque quis te poupar
E mesmo que o sentimento indizivel termine
a lembrança se encarrega de imortalizá-lo.

Seja paixão, amor, desejo..
não importa..
o que importa é que passou e ficou registrado,
não só em palavras,

mas em coração.

Posted by Diego on Oct 16, '06 7:52 AM for everyone
Quando chega o fim,
ficamos parcialmente cegos.

O fim nos deixa atônitos
Nos deixa mortos.

O fim sempre parece o do mundo
Mas o mundo sempre sobrevive
E nós com ele

Melhor assim.
Melhor assim.

No céu da Pátria neste instante
Ronda a nova estrela-lembrança

Depois da super-nova
Sempre vem um fim

As nuvens passam
As estrelas ficam
O mundo acolhe
A vida vai

Por algo termina
De Enfim Sós
A Enfim Só
Enfim.. o fim

Talvez pudesse ter sido melhor
Talvez tivesse estendido a dor

Mas no fim, o fim

Melhor assim.
Melhor assim.

Posted by Diego on Oct 8, '06 10:59 PM for everyone
Muitos colocam descrença no mundo.
Tolos eles.
Tolos eles.

O mundo tem muito.
Você não vai chegar a ver tudo.
Vai conhecer um 1%.
E vai querer muito mais.

Muitos não acreditam mais no mundo.
Tolos.
Pobres.
Cegos.

O mundo sempre vai ter solução.
Desde que você exista.

Muitos não acreditam mais em sentimentos.
Porque acreditam que ninguém mais os sinta.

Lá no fundo,
Quando estiver mal,
Quando estiver só,
Você vai ver alguém chegar

Alguém que vai te dizer,
Seu tolo,
És Pobre
Esiveste cego?
Aqui estou.

Sou 1% do Mundo
Que Sempre Te Procurei
E Enfim Aqui te Achei
Só, São e Triste
Enfim, no Fim do Túnel

Sou 1%
Mas Com Você 2

Você não precisa ser muito
Só precisa ser mais
Do que já foi

E Precisa Acreditar
Pra Sempre
Até o Ultimo Dia de Sua Busca
Que o Sentimento Existe

Que o Mundo Existe
E que ele não é descrente
O mundo te possui
E possui mais alguém

Quando essa pessoa te cruzar a vista
Você vai acreditar
E vai passar isto adiante


E dizer sereno pra si mesmo
"Como eu fui tolo....."

O sentimento sempre esteve lá
Guardado em algum lugar


Agora eu acredito
Porque eu procurei
Porque eu achei
Porque sou mais


Feliz.........

Posted by Diego on Sep 17, '06 10:35 PM for everyone
O que eu faria com um milhão de reais? já me perguntaram..

Eu trocaria por um sonho.
Trocaria por uma tarde livre.
Trocaria por um cochilo de terça
Trocaria por um suspiro-satisfeito de fim de noite.
Trocaria por uma cerveja com amigos.

Trocaria por um telefonema pra jogar papo fora.
Trocaria por um cinema no domingo.

Eu trocaria um milhão por um livro que me fizesse chorar
Trocaria por um par de mãos dadas
Trocaria por um olhar fixo
Trocaria por amor

Trocaria por um choro de riso
Trocaria por uma gargalhada sincera
Trocaria por um açaí na praia em companhia
Trocaria por um por do sol abraçado

Eu trocaria tudo por um dia na praça
Trocaria por um jantar de velas
Trocaria por uma loucura de carnaval
Trocaria por um abraço em sintonia

Trocaria por uma pessoa que me entende mesmo quando não falo
Trocaria por uma pessoa que me enxerga mesmo quando estou no escuro
Trocaria por uma pessoa que me oferece ambos os ombros até que a morte os separe
Trocaria por uma vida ao lado de outra

Eu trocaria o milhão por um passeio a cavalo
Trocaria tudo por um tombo de patinação no gelo
Trocaria por uma troca de segredos
Trocaria pela confiança entre duas pessoas

Trocaria por 3 viagens
Trocaria por 3 desejos
Trocaria por 3 estrelas

Trocaria por uma roda de amigos no sábado
Trocaria por uma lágrima
Seguida de um sorriso
Seguida de um abraço

Trocaria por uma música com história
Trocaria por um pensamento de paz
Trocaria por uma lembrança que jaz
Trocaria por um sorriso na memória

Trocaria tudo por mais um dia
Trocaria tudo por ser mais amanhã

Trocaria pra virar milionário
Sentado numa cadeira, jogando o relógio pela janela

Trocaria pela habilidade de sentir o vento no rosto reconhecendo esse prazer,
Ou por se sentir feliz com o gosto da água,
Com o vento no rosto
Com as mãos no bolso

Sorrindo morno,
Eternamente milionário.

Posted by Diego on Aug 26, '06 7:55 PM for everyone
Meu caro..........
não sei como te chamar...
mas não importa
o quê, como ou quem você seja
Impora que você está aí
em algum lugar
a escutar

tudo que eu preciso
era desabafar um pouco
sabe caro anônimo
as vezes sinto falta de você
desse vazio

de um silêncio conformador
as vezes sinto falta de desabafar
o quão cansado eu estou de desabafar
o mundo, o meu coração ou o meu dia-a-dia

Sinto falta de ser assim
Como você
Que ningugém vê
Mas que a todos vê

Queria as vezes
ser como você
Sem nome, identidade ou idade

Ser e simplesmente ser
Igual a tudo, diferente de tudo

Você não se cansa , caro.... anônimo
Não cansa de escutar
Pacientemente
A todo o meu choro

A todo o meu interior
Que nenhum desabafo
Pode comportar

Você pode aceitar
A todos os males
Que hão de me acompanhar

Eu sei que me entendes
caro...... anônimo
Não importa o que ou como ou quem você seja

Talvez você seja o mundo
Ou talvez você seja apenas o vento que passa agora
Talvez você seja este silêncio que paira intermitente ao barulho de teclas
Ou talvez você seja eu

Talvez eu não seja ninguém
Por alguns instantes não sou ninguém.
Um ponto, talvez

Um alguém ao longe
ah anônimo,
Por onde você anda?

Gostaria de te ver ao menos uma vez
E trocar uma idéia com você
E saber qual a cor do seu sorriso

Mas será que esse encontro teria sabor?
Talvez seja melhor assim

Você sempre escondido
Alheio a qualquer guerra do mundo

Guerras religiosas, Guerras psicológicas, guerras existenciais
Quem sou eu?
Onde está você ?

Por que?

Ah anônimo
Só teus ouvidos já bastam
Como assim eu suponho que você tem
E se não tem tudo bem
Você sempre esteve aí
Em algum lugar

E sempre vai pode estar
Me fazendo sentir um par
Mesmo quando eu estiver só

Só te peço
Que seja isso tudo que é
O Mundo
O Mundo dos meus pensamentos

Você está aqui
Sem corpo, talvez sem alma
Mas eu sei que você está
E isso já basta

Dizem que sou louco
Mas louco também é quem me diz

Você não é
Você sorri
Teu sorriso é grande
Não importa que sabor, que cor, que cheiro
Não importa quem, como ou o quê você seja
Mas importa é que é você
Sem freios

De alguma forma o teu nome é forte
E me conforma
Me forma

E me deixa ser,
sem nenhuma barreira
Sem nunca parar

Me deixa ser
Mais alguns segundos,
assim ... pra sempre
Eu.

Obrigado caro,
até a próxima.


Posted by Diego on Aug 20, '06 6:38 PM for everyone
Já me senti mais épico
Dono do Mundo
Dono da Verdade
Dono de Tudo

Mas de verdade
Já não mais é assim
Eu sou de Todos
Mas não Dono

Não tenho Verdades
Tenho apenas Palpites

Não tenho Tudo
Tenho apenas Momentos

Não tenho o Mundo
Tenho apenas um Pensamento
Um coração
E duas Pernas pra um dia O ter


Já me senti mais jovem
Naquela época ainda queria ser Astronauta
Queria ser Médico
Pianista Famoso

Hoje não mais tudo isso
Apenas trabalho, estudo e sorrio

Apenas Toco um instrumento,
Escuto as pessoas
E olho pras Estrelas

Já sou Astronauta de Espírito
Já sou confidente das Estrelas
Já sou de casa, do Céu

Já me senti mais decidido
Certo do Futuro
Certo do que Quero
Certo da Certeza

Hoje não mais
Certeza, só a Incerteza
Futuro, só quando presente for
O Presente, um Presente.
O que Quero, é só do Futuro.
Só o Futuro tem certeza.
Eu não mais

Já me senti mais humano
Hoje me sinto mais alma
Mais Espírito
Mais Cor
Mais o Som das Palavras
Mais A Lua
Mais O Sorriso das Pessoas
Num Encontro a toa
Discutindo Beattles, um Beijo ou um Sonho

Já me senti mal Amado
Já senti que mal Amei

Mas agora mal comecei
A Amar dos dois lados

Já acreditei mais na eternidade
E sempre pensei que ela fosse amanhã
E amanhã e amanhã

Mas que Tolo eu Serei?
E o Que tem o Amanhã
Mal saberei
E daí?

Agora não mais é assim
Agora eu vivo a eternidade.
Pois tudo que Passou
Pra sempre vai Durar

Tudo que Foi
Nunca se Vai
Daqui de mim
Daqui Nunca mais

Já me senti mais
Mas Menos, Não Nunca Jamais
Só mais

Ademais,
É só assim

Me sinto
Só cada vez mais
e mais
..e mais


.....e mais


...........+


Posted by Diego on Aug 17, '06 8:24 PM for everyone
Humanos se cruzam. Isso é um fato.
Humanos vivem juntos. Isso é um fato.
Humanos se guardam. Isso é um fato.
Humanos se eternizam em memórias. Isso é um fato.

Humanos se desarmonizam. Isso é um fato.
Humanos se desentendem. Isso é um fato.
Humanos se machucam. Isso é um fato.
Humanos choram. Isso é um fato.
Humanos se desprezam. Isso é um fato.
Humanos se esquecem e isso é um fato.
Mas Humanos amam.
Fato.

Todos são grandes. Escolho o melhor deles.


Posted by Diego on Aug 6, '06 6:01 PM for everyone
Um pouco de mim fica nos trilhos
Enquanto outro pouco guardo pra mim

Um pouco de mim é uma ferida.
E outro pouco me cura a ferida.

Um pouco de mim foi um monte
Não pouco, não muito, o bastante

Um pouco de mim (es)teve lá
Enquanto outro esteve aqui

Um pouco de mim dei pra outro
Enquanto outro eu pedi pra mim
Um pouco de mim, deixo nos outros
Enquanto outro pouco, deixaram em mim

Um pouco de mim já se foi e ficou
Um pouco de mim eu só olho pra trás

Um pouco de mim se marcou novamente
Um pouco de mim se tornou para sempre

Um pouco de mim morre hoje
Mas com uma eterna velha lembrança de ontem
De que um pouco já foi suficiente
Pra, em um só momento,
ser eternamente feliz.


Posted by Diego on Jul 28, '06 7:48 PM for everyone
Fruta Pé
Preto Pá
Prata Pó
Pá Pó Pé


Posted by Diego on May 2, '06 9:54 AM for everyone

[Fora de]

[...][...][...]



Posted by Diego on Apr 30, '06 9:24 PM for everyone
Como dois olhos serenos
Olham o mar.

Ameixas, amêndoas, amor.
Olhos disso.

Amar, amargar, amansar, amassar os sentimentos e sentí-los outra vez.
Renascer, outra vez.

Ver o céu como se fosse a primeira vez.
Primeira e última.
Serei , em um dia ameno.

Apenas como cães serenos que abanam o rabo quando vêem o dono.
Nem perfeitos, nem caóticos.

Assim como nós. Seremos. Serenos.
Amenos.





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