Yogurt de Polpa y Fresas

Diego's posts with tag: poema

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Posted by Diego on Jun 29, '08 10:33 PM for everyone

Penso aqui na minha mão
Vazia como um porão
Que a volta dos meus botões
É quando aprendo o meu chão.

É que serenidade
só vem depois do trovão

Não é que eu já não mais ame
Mas é que agora o amor
só é como estrelas no céu
que teimam viver mais um grão

E a saudade é a luz do sol
Que aumenta querendo-se ou não
Apagando assim cada estrela
Que quis virar o verão

Penso aqui na minha mão
Vazia como um clarão
Que na volta dos meus botões
O amor tem sempre mil vidas
E pra cada três que me tira
outras dez serão socorridas

haverá a estrela o sol e o trovão
ou melhor
o sol a estrela e o verão.


Posted by Diego on Jun 9, '08 11:20 AM for everyone
Poderia virar um palhaço se você quisesse.
Uma árvore
Uma pedra
Uma fumaça

De acordo com as minhas estatísticas
Você é o que entortou meus números mais.
Minhas linhas
Minhas razões






Um número infinito ainda seria desigual ao número de vezes que desejei te ver
Sentir
Cafunear

Uma quantidade repetida de tabletes de chocolate sem parar pra sempre ainda assim não seria ainda o mesmo.
Chocolate enjoa.

Como eu sei se é amor?
É porque só o amor faz com que você criticar seja igual a você me cuidar.

Como eu sei se é amor?
É que a perfeição é minha maior mira se o alvo é te ver sorrir

Como eu sei que é amor...?
Ver alguém dormindo como um anjo e ter vontade de pausar tudo
tempo
cores
dopamina
E aí? É?

Que drogas eu já usei?
Você.

Sou um exagerado matemático overdosado
que acho que o sentimento é só uma quantidade incontável de células nervosas que juntas criam mel onde não tem.

Como eu sei que é amor.
É que só com amor o tempo anda em 3 linhas.
A primeira corre quando só quero te olhar.
A segunda lenga quando você não está.
A terceira pára quando te vejo no olhar.

Como sei que é amor?
É que não quero parar.

Como eu sei quando é amor?
É quando os números são cores.

A cores, sons dós.

Os sons são momentos
Momentos, um sofá com você
e eu pra eu me jogar.


O amor é a invenção que eu faço de que você espremerá meus cravos.


Como eu sei que é amor?
É quando um poema corta aquilo que o amor brota.


Poderia virar um palhaço
uma pedra
um laço
te apertar
um abraço
pra encontrar os seus braços

Viro palhaço só de te ver
De te tocar viro pedra
Estremeço depois emudeço depois paraliso

Como eu sei que é amor.
É que Quem é que me deixa mais bobo?

Bobo feliz.

Como eu sei que é amor... é que
Lágrima copia lágrima.
Mas não tem nada não. É porque eu e você é simples.
É porque te dizer o quanto te quero é como uma dízima que não tem fim.

Que seja um exagero
Um número grande e irracional demais pra uma coisa tão simples, o amor.
O amor é puro, inteiro, racional?

O amor é X que quase eu resolvi.

Que eu seja um exagerado
Onde já se viu. Não é possível tanto amar! Se o tempo não passou pra dar tempo de amor? Como tanto amar?
Como pode ser amor?


Mas é que...
Como é que não passou?
Se quando você esteve
Ele pra sempre parou
Então o tempo foi insanamente
infinito enquanto durou.

Como eu sei que é amor?
É quando o tempo já foi tudo que podia.

O amor é um infinito inexato demais pra eu expressionar.
Me impressiona só.

Mas eu sou matemático.
É que eu quero ter a honra de tentar solucionar
esses números tortos por onde esbarro enquanto calculo você.



Posted by Diego on Jun 4, '08 3:16 PM for everyone
Cerdas cerca da perda
de sangue, do mangue à míngua da língua.
Que lambe o lombo do tombo
que o boi que foi abatido
já basta de besta de bosta de basto de busto.
Não basta de língua.

Que lambe, que tange, que range
os dentes que rentes não mentem mas sentem

A cerda que cerca a perda
da língua que brinca e trinca
o sangue que mingua no mangue
do coração
na mão
A escova que escova os dentes
que rente as lentes do cego
lambem e mambam a sós

A lente do pente que peca
É o mesmo que crente disseca
o sangue do mangue que mingua

Que língua!
Que sangue!
Que dentes!


Posted by Diego on May 26, '08 4:46 PM for everyone
De 1 em 1 mês a lua nova.
De 1 em 1 mês a lua sangra.
E eu me calo.

De 1 em 1 grão o coração cospe.
De passo a passo o ferro verga,
E eu meu calo.

A lua no meio do cú.
A lua no meio do céu.
E eu meu réu.

O vento me cobre a cor
A cor de quem cheira
O eu com véu.

Véu que vai que voa
Voa como a esperança
E eu minha pedra.

Nada de coração
Pro amar digo não
E eu meu chão

Nada de redenção
Nada de ímã-mão
E eu anti-tu.

Anti tudo de ti
Atado a toa em mar
E eu meu balde.

Antigo coração de flor
Futuro muro seco
E eu de molho.

Molhado só se for de mim
De mijo, de menstruação
E eu sem mão.

Mão quem me dá?
Só mãe ou morte
E eu meu feijão.

Me chupo o dedão
o olho roxo, o Platão
E eu anão.

Enlatado carinho falado
Fast-sex no drive-thru
E em mim meu drive-in

Me vê um amor
É pra levar,
E eu morrer

A lua no meio do caos
A lua no meio dos casos
Eu não caso

A lua pelo meio
Leva suas roupas, meio a meio
E eu, um quarto

De 1 em 1 mês
eu amo
De 1 em 1 semana
Eu amo
de 1 em 1 dia

Toda hora....

Posted by Diego on May 13, '08 10:31 PM for everyone
A
Ar
Mar
Amor
Aroma
Namora
Enamora.

Vontade
Detona
Anote
Nota
Ato
To
O

E
Se
Seu
Deus
Adeus
Adeusa
Saudade

Sintoma
Imanto
Inato
Tona
Toa
Ta
A

A
Pa
Pai
Apio
Apoia
Paixão
APaixão
Apaixona
Apaixonar
Apaixonara
Apaixonaras
Apaixonara-se
Se apaixonar-se
Se apaixonar-se amor
Se apaixonar-se amor é
Se apaixonar amor é saudade
Se apaixonar amor é vontade é
Se apaixonar amor é vontade de saudade
Apaixonar-se é vontade de saudade por amor
Saudade é o sintoma de amor que dá vontade de saudade
Sintoma de amor é apaixonar-se pela vontade de ter saudade e nunca mais parar de
[gostar de colocar mais um bloco na pirâmide de querer]

Posted by Diego on Apr 12, '08 2:56 AM for everyone
O bolo
ou o umbigo
é o que solo comigo.


Posted by Diego on Apr 11, '08 11:41 AM for everyone






O céu que me cobre
É aquele mesmo
que me veste de nobre

Posted by Diego on Apr 10, '08 11:26 AM for everyone





Arroz preto
De sobre você
Me completo

Posted by Diego on Apr 5, '08 1:04 AM for everyone
A lição que me resta
Por sobre essa festa
Me sai pelas arestas
Num coração sem frestas

Mestra-vida-gesta.
Cesta

C


Posted by Diego on Jan 3, '08 3:46 PM for everyone
Possibilidademente sou.
Compacto.
Sou um tacto imperfeito do meu enforcamento.

Deixe eu lhe ensinar a imperfeição.
A vontade de lamber os pratos sujos de ingratidão.

Deixe eu lhe ensinar a imensidão.
Que percorre as minhas nuvens de verão.

Possibilidade de ser mente.
Sou.
Não minto.
Sente o  que sinto?

Rente.
Pente.
Tacto.

%.

Posted by Diego on Nov 23, '07 9:27 PM for everyone




Não se pode querer tudo.
Ao tempo que o nada inexiste.
Só pode querer tudo
Aquele que nada tem.

Mas se o nada eu não tenho.
O tudo, já parte, sim
Não posso querer tudo.
Mas me vê o todo restante?

Bota na conta obrigado. 

Posted by Diego on Nov 16, '07 9:37 AM for everyone
Pianolho.
Pianode
Pianorelha
Pianouvido
Pianósculo
Pianópera
Pianombro
Pianalma.
Pia no pé.
Pia na pá.
Pia no ano
Piano.
Pi
Ano
3,14 + 365
Domado
Remada
Mirado
Fadado
Soldado
Lavado
Sisudo
Almado

ViPiBa

No ano Pi.
Putz! Putz! Pii!

ViPi
ViPiCo

Olho
Orelha
Mão
Pianomão
Pianão
Piasim
Pianosim.

Fortepi.

Tecladonão.
Tecladopianotecladopiano.

Tecla
Sente
Piano
Preta
Branca
Xadrez.Piano.
Bemol
Bermuda
Sustenido
Suspenso
Penso
Piano
Pensopiano.

Bermudadorfloridapianomil.

Piamil.

Meupiano.

Piano
Pianado
Pianada
Pianata
Pianatal
Pianonovo
Pianasce
Pianú
Piané
Pianó
Pianovo
Pianova
Pianovavida
Pianovida
Pianalma
Pialma
Palma
Palmão
Almão
Mão


Primeiro.
Primeiro ano.

Piano.
Pano.
Ano

Pi
Pia
Piao
Piano.

Cápiano.
Capialcoração.
Peãoxadrezpretoebrancopiano.

1+1+1+0,14 + 1+1+1..

Dododododododor.

DoDÓ
Dó.
Pena.
Pano.
Pino.
Piano.

Pino.
Martelo.
sollami.

to.
.dó.

Pianodiego.

pdiiaengoo.
diano.
piego.
Piegas.
Diegopaixão.
Paixano.
Pião.
Piano.
Xadrez-ego-ano.

Dó Zero.

Posted by Diego on Nov 9, '07 3:48 PM for everyone
Exclamo todo dia
O fragmento dos sentimentos pontilhados pelo tempo.
Palavras reticências para aquele que eu não sei.

Interrogo o meu porquê, todo dia, toda vida. Por que quero um porquê?
Vírgula de felicidade, que horas você maiuscularizará?
Minúsculo pensamento que entrecorta , que entrelinha.

Entre
as
linhas do parágrafo do caminho da minha vida de pequena diminuta que divide que expande que não pára, oração.

Ora, ora bolas. Ora! oras, reza o riso raso rosa.
Rosa-cinza-ponto. E ponto. Travessão! Dialoga com o meu coração.

Monologa logo e alaga a posição errônea. Da letra A do meu nome.

.Que.
.Intercepta.
.A.
.Fala.
.Gaga. Sonâmbula de cor pseudo-azul psicografada.

Criptografia é relacionamento. Torre de Babel Humana Falha.

Trilogia da voz simultânea que me cega de sertão do dentro da minha casa dos meus sonhos que me une como um tampo que não pára, parágrafo.

        Paragrafada parada de ponto de partida ou final que acentua a subida craseada de esquina onde não encontro quem eu não sei.

Quem é que sei que sou?
Não sei e não sou um cedilha mal posto sobre o som do meu olhar que me ensurdece como um dois pontos gigantesco de amor.

Ponto-e-virgulado sertão de imo.

Ímã de trema que chove sobre mim.
Circunflexo é o meu rosto que chove porque quer rir.

Chuviscado
pontilhado
de sentimento do meu tempo.
3 pontos
dos parênteses
da paráfrase incompleta.

Sou todos que nem ainda vi.

Eu procuro o asterisco, dentre as ásperas aspas do meu corpo. Qual é o hífen que não veio pra composto eu grafar.
Grafo e grifo o meu chão cheio de risadas que já foram. Piso no riso e chovo no olho.

Monossilabicalidade entre as mortes é a canção que letra o abraço indigesto.

Ruído.
Sorriso.
Comunicação.


Silêncio.
Olhar.
Sol.

Livro, Texto, Parágrafo, Frase, Palavra, Letra,   .

Sou ponto porque começo.
Exclamo o que não grito.
Interrogo o que não posso.
Amo quem não sei.

Quem sei? Quem sou?
Sou ditado de povo porque previsível e humano.


Sou um pingo sem saída, uma apóstrofe perdida, uma aspas que não fecha.
Um pedaço de papel onde escrito vai silêncio d'um sorriso de verdade.

Um papel vazio que voa e grita assim:












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