
Cerdas cerca da perda
de sangue, do mangue à míngua da língua.
Que lambe o lombo do tombo
que o boi que foi abatido
já basta de besta de bosta de basto de busto.
Não basta de língua.
Que lambe, que tange, que range

os dentes que rentes não mentem mas sentem
A cerda que cerca a perda
da língua que brinca e trinca
o sangue que mingua no mangue
do coração

na mão
A escova que escova os dentes
que rente as lentes do cego
lambem e mambam a sós

A lente do pente que peca
É o mesmo que crente disseca
o sangue do mangue que mingua
Que língua!
Que sangue!
Que dentes!