
São as palavras que descrevem minha cor.
Por mais que o Adeus tenha sido meu,
é contrário a mim pô-lo em mesa.
Por mais que eu escolha,
queria não ter que escolher.
Por mais que eu pense,
gostaria de não.
Me dói firme no centro, olhar os teus olhos que choram por dentro.
Me dói firme tê-los dentro de mim , na minha memória,
a cada segundo, segundo, segundo.
A cabeça dorme, encolhida, com frio, não aguentando o início de uma distância.
Uma distância não é algo possível.
Pelo menos não foi isso que informaram ao meu coração.
A cabeça dorme, porque acha que esquece.
Mas quando acorda...
segundo,segundo,segundo.
3 pontos, 3 pontos, 3 pontos.
São as palavras que descrevem os meus olhos.
Que certezas eu tenho em mãos?
Que certezas têm meu coração?
Que jogue a primeira pedra aquele que certeza tem.
Impotente solto as pedras no chão.
E como poderia?
De frente a um coração aberto que sente e pulsa?
E como poderia não chorar?
Não sentir um segundo de distância?
Distância e palavras são cruéis. Deveriam ser duas coisas impossíveis.
Se nada é, o frio segue. A cabeça encolhe, os braços encolhem, com as mãos encontradas, dentro do ônibus, dentro dos olhos.
É um paradoxo, não quero que seja fim.
Como poderia dizer Adeus?
Nunca, Não, Nunca.
...
São as palavras que descrevem o meu choro.
Eu estou sempre aqui, não importa se com dicionários de discurso, ou com 3 pontos de solidão.
Prefiro mil vezes o teu sorriso. O único antídoto pros meus... ... ... ... ...