Diego's posts with tag: 06-06
Posted by Diego on Jun 29, '06 1:48 PM for everyone 
História é uma coisa muito boa. Não só (nem sempre só) pra lembrar. Mas porque dela podemos ganhar tempo. Quem faz histórico da vida consulta-o sempre quando possível e pode, assim, antecipar erros, mudar rotas, caminhos e decisões futuras.
Uma empresa, por exemplo, - que guarda históricos, faz estatísticas, contabiliza dados, projetos, horas dispendidas - tem muito mais chance de obter sucesso porque ao tomar uma decisão pra um projeto hoje, procura dados sobre um projeto semelhante de ontem.
Somos empresários de nossa vida. Cabe a nós guardar o histórico, consultar o nosso banco de dados sempre que possível (e necessário).
Empresas inteligentes não jogam dados de projetos fracassados fora. Tais dados servem como exemplo do que não se deve fazer, ou de qual erro não se deve cometer novamente.
Fotos, sentimentos, textos, cartas, diários, desenhos, números de telefone de pessoas de outras épocas são os dados dos nossos projetos do dia-a-dia. Nenhum deve ser jogado fora.
Tenho eterna briga com minha mãe que não entende porque eu guardo papéis de bala, inúmeros tickets de cinema, folhas avulsas com algum desenho ou com algum pedaço de memória qualquer.
Eu digo: "Mãe. Isso é um histórico! Não pode jogar fora! Tem vida aqui!"
Bons empresários da vida coletam de "histórias" boas um rumo. Bons empresários da vida arrancam de "histórias" ruins um aprendizado.
Com tudo se ganha. Até com as derrotas.
Histórico de msn, de google talk e emails também contam! Ainda mais que lá tem palavras que podem dizer mais do que um ticket de cinema!
Vida longa ao histórico, ou melhor.. à memória. Ao histórico, eterna mesmo.

Posted by Diego on Jun 29, '06 8:10 AM for everyone 
Guaraná não é igual a Mate-Couro já que Mate-Couro contém chapéu de couro. Bebida recorrente de almoço, fica a dúvida: Que raios de chapéu eles colocam dentro da garrafa? Trata-se da planta - Echinodorus macrophyllus.
De acordo com as especificações da planta o seu uso faz com
que, em pouco tempo, os efeitos benéficos da planta sejam sentidos em
todo o organismo.
Então que benefícios são esses?
- As manchas, cravos e espinhas desaparecem da pele;
- a energia e o bem-estar voltam
- o humor melhora
Isso é o que diz no manual da planta. Mas eles estão enganando a gente. Eles falam só a parte boa. O que ninguém diz é que a planta, chapéu de couro, chá-de-campanha, erva-do-pântano ,erva-do-brejo, plantinha-verde-que-parece-com-chapéu, plantinha-do- mate-couro ou seja lá como vc queira chamar é hermafrodita!
Como diz no manual que com o seu uso os efeitos são sentidos no organismos quem toma mate-couro é hermafrodita.
Bem que eu avisei meus colegas de almoço no restaurante que estava cansado do mate-couro. Todo dia tomando chapéu.. (engolindo sapo, pra falar a verdade - se é que sapo come chapéu-de-couro! Mas sapo não é hermafrodita!)
Eu dei a desculpa que eu estava de regime e não podia tomar mate-couro. Eles falaram que regime é coisa de mulherzinha. Não acho. É que o manual dos homens diz que eles são proibidos de fazer regime.
PF! mas eles tão com minhoca na cabeça! Ou melhor, talvez se tornem uma!
Porque antes mulherzinha do que hermafrodita!

Posted by Diego on Jun 27, '06 11:56 PM for everyone |  | Tiago, Romina Eu e Equipe do Spap |
Posted by Diego on Jun 27, '06 11:42 PM for everyone 
Felizmente não tenho muitos vícios prejudiciais.
Um dos que tenho de - mais ou menos - 3 em 3 meses é o vício de mexer na parte de trás do cabelo na parte esquerda (só funciona com a mão esquerda).
Se eu ficar mais de 5 minutos sem mexer nele é porque eu estou dormindo ou porque tive as mãos amputadas.
Eu não sei direito porque sou viciado nisso. Mas realmente admito que é! As vezes me pego mexendo nele. E tento me concentrar e não mexer nele. Mas é totalmente inevitável!
Pelo menos esse vício não pega tão mal. Eu fico imaginando as pessoas que possuem problemas parecidos aos meus, mas ao invés de querer mexer no cabelo, querer mexer no nariz, por exemplo. Ou de querer ficar mostrando a língua de 5 em cinco minutos tipo bilu-bilu-bilu. Esses sim estariam em sérios apuros.
Que sorte a minha. Mas por via das dúvidas, eu vou cortar o cabelo dentro de semanas. Ou as mãos.

Posted by Diego on Jun 19, '06 11:39 PM for everyone 
Somos superiores. Continuamos por aqui.
Será que somos?
Pense numa planta. Ela pensa? O que te faz pensar que não?
Só porque ela não tem cérebro? O que garante que elas não possuam um modo de comunicação e vida que está aquém do que nós podemos processar...? Será que elas não pensam exatamente o que nós pensamos delas?
Sequóia: Pobres seres-humanos, nessa vida tão mesquinha, tem que ficar se movimentando o dia todo, correndo. Menos mal que eu sou uma sequoia e fico plantada aqui o dia inteiro. Graças a Deus.
Será que cães, gatos, vacas, são realmente inferiores a nós? .... Por que??? Eis a questão.
"Ah.. claro. Afinal, nós podemos matá-los muito mais facilmente do que eles a nós. Uma vaca não tem poder sobre nós. Nós podemos "usar" a vaca, pra dar leite, os bois pra dar carne, cães para lazer, aves como tiro ao alvo" ... isso é ser superior?
Será que o fato de podermos pensar (do jeito humano, pois não há garantia de que os outros seres não pensem do jeito deles e se sintam superiores a nós) nos faz ser superiores?
Nós podemos matar.... Que superioridade é essa?
Em contrapartida , alguém pode dizer: Mas não é só matar! podemos criar coisas maravilhosas, como festas, arte, música, copa do mundo!
Sem dúvida! Isso é vida! Mas isso tira superioridade da maravilha que um show de uma floresta intocada, que uma cachoeira imponente pode nos surrar os olhos? Não acredito.
Pra mim existe a lei do equilíbrio. Toda evolução acompanha a sua própria decadência. Quanto mais um homem evolui, mais capacidade ele tem para se destruir. Então no fim evolução é um paradoxo que não atribui superioridade. O ganho da evolução se cancela com a perda que ela acarreta. Evolui-se para destruir.
Acredito que o homem chegará a auto-destruição. E aí será a vez dos novos animais. Que serão? Rinocerontes, hipopótamos, novos dinossauros, uma nova espécie. Não importa. O que importa é que essa espécie achar-se-á (odeio isso) superior. E o ciclo se repetirá.
Ser.. até não ser. Fim da questão.

Posted by Diego on Jun 19, '06 11:35 PM for everyone 
Começamos partindo do pressuposto que somos racionais. E superiores? Primeiro: O que é ser superior que outro? Ser melhor? Mais rico? Mais poderoso? Mas o que é ser melhor... mais rico? Mais poderoso?E mais rico? Começamos por aí então. Por sorte, há muito já passei da fase de saber o que é ser feliz. (sei lá.. me considero sortudo.. acho que muitas pessoas passam a vida sem saber). Quando se começa a contestar tudo (que seja dentro da cabeça), as coisas ficam muito mais divertidas e fáceis.Já não penso no que é ser feliz (isso já é consolidado). Mas penso no por quê algo me faz feliz e outro algo não faz. Por que buscamos certas coisas? Por que uma música agrada e outra não? e Por que agrada a um e outro não? Por que uma comida é mais gostosa que outra? Por que um é mais bonito que outro? Por que alguns são assim e outros não? Quem sabe um pouco de música, sabe, por exemplo, que as notas DO+MI+SOL vão soar mais suaves ao ouvido do que DO+RE+SI, por exemplo. Mas por que? Por que a língua vai gostar mais de arroz com feijão do que couve-flor com sorvete de morango? Pense. Por que comemos arroz e feijão e é bom? Por que você fica feliz quando compra algo? Conteste o seu gosto. Apesar das nossas constantes contestações, existe algo que rege a minha realidade atualmente (por certo vai mudar, já que quase tudo que acredito um dia vai por água abaixo. Esse é o curso natural das coisas.. ou da água, como preferir :)) é de que as pessoas só funcionam quando se dão bem com pessoas. (As pessoas é o nosso maior bem). Sendo assim precisamos, necessitamos nos sentir parecidos. Necessitamos dividir sentimentos, situações e experiências. Exigimos uns dos outros para que sejamos mais ou menos iguais. Exigimos padrões, bom-senso. (não é culpa da sociedade. Falar isso é muito fácil. E outra. Não é culpa. É apenas o nosso jeito de ser... humano.) O que é ser bonito? O que é estar na moda? É aquilo que a maioria diz que é. E isso é errado? heh... eu não acho. Mas também não acho que é certo. Não é complicado. Apenas as pessoas definem padrões. O que não se adequa a um padrão , é diferente, é minoria.Participar de minorias é muito difícil, porque as pessoas se assustam com o que está fora do padrão (as vezes rejeitam, as vezes ignoram). Eu participo de algumas minorias (argentino no Brasil,não-gosto por futebol, entre outras) e posso dizer (empiricamente, a melhor forma de se dizer) que é dificil sim. Mas aprende-se: - Que por mais que uma minoria não seja uma maioria (é mesmo), existe muuuuuita gente nessa minoria (o mundo é grande!) Isso já tira a maior parte dos problemas.
- Que a minoria pode se tornar uma maioria a qualquer instante.
- Lutar por uma minoria engrandece. Só quem participa e luta pela vida de uma sabe o quão bem isso faz sentir. Sente-se herói.
Não fugindo do assunto. Mais a fundo... TUdo bem. Existem maiorias e minorias e algo faz mais feliz tanto quanto esse algo está próximo do gosto da maioria (existem controvérsias refutáveis) Mas quem cria as maiorias? E as minorias? Como elas nascem? Mais a fundo! Quais os parâmetros para se criar uma maioria/minoria qualquer? Eeeeeeis a questão! É simples. Quanto mais se restringe, mais se fecha, mais se bota viseiras, mais se criam padrões simplistas: maiores os parâmetros e consequentemente maior a distância entre maioria e minoria. Aqueles que entendem (ou pelo menos tentam entender!) qualquer tipo de atitude, vinda de qualquer tipo de pessoa, que entendem qualquer religião, qualquer ação, qualquer pensamento, sentimento, qualquer gosto a qualquer tempo vai se aproximar infinitamente mais do equilíbrio maioria/minoria. É muito .. muito melhor viver com uma visão de 360o. Disso (eu) não tenho mais dúvidas. Porém, os padrões existem e na minha opinião sempre vão existir como sempre existiram. Se eles não existissem seria o máximo: Não haveria minorias. (essa situação pra mim é como um limite, nunca se chega lá). Maas ... por outro lado... seria um mínimo também. Se tudo fosse equilíbrio, não evoluiríamos. Não teriamos tantos problemas e não teríamos estímulos para mudar, crescer. (por isso é divertido (...as vEzes..) participar de minorias, porque a sensação é de um crescimento enorme em pouco tempo). É muito doido. As coisas ruins precisam existir para as boas nascerem. Como Lulu Santos tem razão: "Não existira luz se não fosse a escuridão"

Posted by Diego on Jun 13, '06 1:42 PM for everyone  Estou usando uma pulserinha do Brasil e teoricamente irei gritar quando for gol do Brasil.
Por enquanto o Brasil pode ganhar. Ele chega nas semi, no meu bolão.

Posted by Diego on Jun 11, '06 9:47 PM for everyone 
Pra mim o sub-grupo da arte futebol que é paixão pra mim é a Copa. Sempre fui do tipo que era último escolhido em time de ed. física pra jogar futebol. O único que sabia fazer em campo era correr, correr e correr e dar chutão (como jogada suprema). Quando muito um golzinho-contra aqui e ali.
Me lembro perfeitamente quando , numa Mini-Copa no meu colégio eu pisei no braço do goleiro ao tentar ajudar a defender... e então fomos eliminados. Não, o goleiro não quebrou o braço.
Mas ficou puto comigo mas pois bem, tirando os traumas da infância, na época da Copa é interessantemente bom ver jogo de futebol. Confesso que fico meio entediado ao ficar vendo jogo, penso em novas regras que deixariam o jogo interessante, como mais de 2 gols em campo, mais de uma bola em campo, sobre jogadores voadores que podem atrapalhar o juiz de vem em quando, coisas desse tipo.
Apesar desse tédio intermitente, Copa sempre é difícil. É uma agonia, um medo, é terrível. Claro que isso se deve a eu ser brasileiro-falsi. Meu sangue azul branco (não sou cruzeirense, estou falando de seleções) faz com que o bicho me pegue (caso eu corra) e me coma (caso eu fique). Sem trocar as bolas, mas trocando em miúdos: se Argentina perde as pessoas me zoam e se a Argentina ganha as pessoas me matam.
A minha vida em época de Copa resume-se a tentar provar para as pessoas que eu não sou Argentino e deixá-las confusas ao não definir direito pra quem eu torço na Copa. Eu torço pros dois times (interpretação é por sua conta) mas torço por uma terceira coisa.
Torço para o não confronto de Brasil x Argentina. Já passei por isso uma vez em 1990 quando a Argentina eliminou o Brasil.. acho que eram umas quartas.. não me lembro.
Mas eu me lembro bem de como as pessoas olhavam pra mim. Eu me sentia o menino-Bolha-Assassino. Ou talvez que as pessoas queriam me assassinar. Que a Argentina tenha ganho do Brasil era como se eu tivesse jogado 7 ovos na testa de cada um e ainda rido da cara deles e arranhado o carro deles.. ou coisa assim. As pessoas não desculpam não.
Nunca tive muita sorte com o futebol mesmo. Mas eu rio na cara do azar. Aposto em bolões e é claro que a Argentina vai ganhar. Mas, fique claro, eu só apostei nela porque só 19% dos brasileiros votam para que a Argentina ganhe. Então se eu ganhar, eu ganho uma bolada.
É claro ....dos dois tipos, tanto quanto a "de dinheiro" , como a "na cara" .

Posted by Diego on Jun 11, '06 7:55 PM for everyone 
No jogo de futebol dos meu sonhos, as pessoas jogam com as mãos para trás. São 3 bolas em campo. Uma preta uma murxa e uma quadrada. O gol é móvel. Só o dono do gol pode movê-lo. São 5 juízes e 6 bandeirinhas. A propósito, o campo é trinângular e são 3 times que jogam ao mesmo tempo. Não existe lateral mas existem 3 escanteios. O time A tem que fazer gol no B , o B no C e o C tem que acertar a bola no juiz. Fez falta é expulso. A área é redonda. Chute de fora d'area vale 2 gols (se for gol). Cada time tem dois gols (um dentro do outro). Não existem goleiros. O dono do gol não pode encostar na bola. Se fizer falta feia só pode chutar com o pé esquerdo (direito se for canhoto) (cabeça se for os dois). O meio do campo é no baricêntro do campo. São 3 tempos de 30 minutos. Se o juiz bater palma os campos são revezados rodando para direita. Gol com bola quadrada vale 3 pontos. O impedimento só existe no 1o. tempo. O apito do juiz tem 3 tipos de som. Nos acréscimos vale tudo. Gol no gol errado vale -2 gols.Quem faz gol (evento) contra ganha mais um gol (objeto). Cartão azul o jogador tem que pagar prenda. São 33 jogadores e 3 cachorros em campo. Gol de cão vale 10. Latido é cartão vermelho (pro dono do gol). Mão na bola o gol vai pro meio do campo (baricêntro). Bola na mão, o gol pode ficar de costas pro campo. Xingar juiz vale 10 cartóes azuis. Cartão vermelho é estátua, só os cachorros podem jogar por 3 minutos. Cartão amarelo , só os pit-bul. No baricêntro do campo existe uma fonte de desejos. Bola na fonte é 1 ponto. Jogador na fonte é -1. Gol com bola molhada é 5. Molhar cão do outro time é coringa. Todos os jogadores tem que ficar parados, exceto o time que molhou o cão. Cão chorão é expulso. Joga-se de pantufas verdes, só vale chute de calcanhar e último que fizer gol é mulher do padre.
Se fosse assim, eu até gostaria de futebol em épocas não-copísticas.

Posted by Diego on Jun 8, '06 9:18 AM for everyone  | Category: | Movies | | Genre: | Action & Adventure |
Não sei. Eu acho que as pessoas são muito exigentes!
Todos falam que deixou a desejar.
A minha opinião é que quem é muito fissurado, viciado na série deve achar decepcionante porque esperou demais.
Faça o seguinte: Não pense, não espere, e vai ser um filmão!
Principalmente duas cenas:
a cena que os poderosos tão dentro da casa voando! (bom demais) a cena que o Wolwerine XXXXX XXX XXXXXXX XX XX (muuuuito boa) (vou te contar não , heh) e lógico, a cena final (depois das letrinhas! Não deixe de ver, heh)
Eu achei, sucinto e poderoso, o filme. Recomendo 
Posted by Diego on Jun 8, '06 9:11 AM for everyone  | Category: | Movies | | Genre: | Documentary |
Título Original: What the Bleep Do We Know? Gênero: Drama Tempo de Duração: 109 minutos Ano de Lançamento (EUA): 2004
Que raios sabemos?
O filme trata do (?) Tudo que a física nos ensina é limitado. Limitado porque física só pode ser vista como física se for limitada mesmo. Caso não seja, ela estará profundamente interligada a outras disciplinas e temas. A Física Quântica é um afluente da Física Atual para essa limitação.
A Física Quântica nos bota como pontos no universo. Nos faz ter em mente que a única coisa sólida que existe é um pensamento! O resto não.
O Filme é uma viagem total (e só serve praqueles que querem acreditar no relativo)
Você não é você a não ser que você queira. E como todos nós temos como óbvio que queremos, achamos que somos apenas isso.
A moral do filme é que: Você é o que você quiser e não apenas o que a sociedade exige, o que a igreja manda, o que os seus preceitos formados impõe.
Está mais para um documentário bem divertido. Mas se você não está com vontade de abrir a cabeça é melhor não ver.

Posted by Diego on Jun 6, '06 9:50 PM for everyone 
Outro dia aprendi que gosma se fala com ó agudo. Gósma! Quão bizarro isso é? Quando falo em gósma, me lembro de uma gororoba verde que comíamos em Madri no colégio Interno que fiquei. Parecia um castigo. A cozinheira parecia uma bruxa. Quanto mais você reclamava mais gororoba verde ela colocava no seu prato. A gororoba era tipo uma geleinha, sabe, aquelas geleinhas fedorentas que fazia propaganda na tv. O que me faz lembrar dos flufis, aquelas bolas peludas espinhentas que a gente brincava quando pequeno (eu brincava). E o flufi, puf! Me remete a tantas coisas. Por exemplo, um brinquedo verde que escorregava pelas mãos. Eu lembro que eu fiquei tão triste quando ele explodiu dentro do avião certa vez. Sim! É sério! O brinquedo era cheio d'agua, ele não resistiu a pressão dentro do avião... explodiu.. A água, por sua vez, me lembrava guerras de lama que a gente fazia no meu prédio. Molhava água ali com a terra, era lama pra todo lado.. o que me faz lembrar...lama.. aaa.. vou morrer. lama... LAMA>>> LAMA TOTAL

Posted by Diego on Jun 3, '06 11:33 AM for everyone 
De repente, estou num trem. Já há anos. Talvez por mais tempo do que eu possa lembrar. E começo a me lembrar de quantos vagões passei. De quantos trechos de chuva a viagem teve. De em quantos momentos tranquilos adormeci na poltrona.
E me lembro, então, que aquele trem está cheio de passageiros. Alguns eu simplesmente passo. Outros, conheço de vista. Alguns, talvez, mesmo que estejam no trem, eu nunca terei a sorte de conhecer. O trem é muito largo, não vai dar tempo de conhecer a todos. Alguns outros, por sorte vão estar no mesmo vagão.
Os passageiros são a melhor parte da viagem. Independente do tempo, independente do tipo de vagão. Mas é assim que se chamam: passageiros.
Por
mais que lutemos, que queiramos que a viagem seja eterna, passam por
nós. E é.. quando passam, se conhecemos, se tivemos a sorte de
encontrá-los, é porque são capazes de levar um pouco de nós e deixar um
pouco de si.
Descem, de repente, na próxima estação. Damos tchau pela janela, perguntando por que aquela estação apareceu do nada. As vezes há tempo de se despedir, as vezes a despedida é as pressas. As vezes simplesmente temos que nos despedir.
As pessoas vem.. e se vão.
As pessoas se vão. De repente, aquele vagão tão vermelho, cheio e alegre se torna cinza. Parece que agora só há uma poltrona. E pareciam tantas. Parece que ele está vazio. E por mais que se procure, parece que que ele foi dividido ao meio, que parou, que não pode mais.
As pessoas se vão. E nós abrimos a janela e olhamos pro trilho que passou. Perguntando se ele pode voltar. Um trem não tem marcha ré. Olhamos para a frente e temos medo. O vagão não é o mesmo.
As pessoas se vão. As pessoas se vão. Mas ficam.
Os vagões permanecem num trilho circular. E a estação, em seu tempo, vai de novo passar.
Quando
os passageiros passam, o vagão que residimos nunca mais será o mesmo.
Será diferente. Será maior, mais rico, justamente porque algo de novo
ficou ali. Que levem um pouco de nós não é injusto, justamente porque
deixam um pouco de si.
Mas o trem não parou, não vai parar.
Nem o do passageiro. Nem o nosso. O trilho é uma surpresa. As estações
mais ainda. Os trens se cruzam. A qualquer instante, quando menos se
espera, quantas vezes incontáveis.
Os vagões guardam suas
surpresas. Nos perguntamos como foi possível não ter visto antes,
aquele passageiro que estava ali, mesmo tendo passado tantas vezes ao
lado daquela poltrona. Nos perguntamos porque não conseguimos
convencê-lo a ficar mais uma estação. Fomos incapazes? Não. Apenas
crescemos. Despedidas dóem. Mas nos engrandecem. Nos fazem ser mais
serenos para o futuro, para aquele trilho que nos dá medo. Os vagões
são surpresas, e de cada um deles, arrancamos uma lembrança, que por
mais rápido que vá o trem, nunca será possível esquecer. Independente
se os trens se cruzarem ou não, independente da cor do vagão,
independente do tipo de viagem que houver,
Os Passageiros, até o fim da viagem, permanecerão.

Posted by Diego on Jun 2, '06 12:01 AM for everyone |  | Inéditos no Encontro: -Cristiane -Vinota -Sabrina
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